sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Don't ask, don't tell.


Eu e o meu marido temos algumas discussões recorrentes. Chamemos-lhes antes "temas que debatemos com mais frequência do que outros". Em primeiro lugar está certamente a saúde do meu gato mais velho, porque é dos problemas que mais atenção, compromisso e empenho requer da nossa parte. Em segundo lugar falamos das refeições cá em casa, especialmente quando ainda nem almoçámos e eu já lhe estou a perguntar o que quer que tire para o jantar. "Mas ainda nem acabei o pequeno almoço, já queres que pense no jantar? Sei lá, faz qualquer coisa." Imagino que este cenário se repita em vários lares portugueses, debatido até à exaustão ou até que um deles se canse e comece a cozinhar só para si, o que para uma certa pessoa que eu cá sei era capaz de funcionar muito bem porque nem sabe estrelar um ovo, quanto mais fazer uma omelete sem ovos... 

Outro tema que debatemos com frequência diz respeito ao nível de envolvimento que cada um de nós considera aceitável na vida de terceiros. Toda a gente fala de toda a gente nas costas. É importante reter este pormenor: toda a gente fala de toda a gente. Não quer dizer necessariamente que falemos mal ou bem, podemos simplesmente comentar e muitas vezes esse comentário carrega em si também algum tipo de juízo de valor. Não vale a pena negar. Eu pensava que apenas as más pessoas faziam isso e incomodava-me sobremaneira. Para mim existiam dois tipos de pessoas: aquelas com quem me dou e aquelas com quem não me dou. Aquelas com quem me dou não eram alvo de comentários, quanto às outras valia tudo menos arrancar olhos. Até que comecei a assumir para mim mesma que esta estratégia não funciona. Às vezes comentamos e isso não é necessariamente mau, significa que vivemos em sociedade. Não temos necessariamente de odiar aquela pessoa para falar mal dela, há pessoas com quem nos damos, as quais, por vezes e por muito boas que sejam, nem sempre se comportam da maneira que gostaríamos (ou com a qual nos identificamos) e está tudo bem! Como somos todos humanos, podemos errar, opinar e pedir desculpa. O que não podemos é fechar a porta atrás de nós e comentar imediatamente "nem morta me apanhavam com aquelas botas!" ou "já me viste bem que cor escolheram para os azulejos da casa de banho?!".

Na mesma medida, atirar tudo à cara nem sempre funciona como gostaríamos. Conheço algumas pessoas que abusam neste aspecto. "Ai eu cá sou muito frontal!" Acham-se o máximo porque atiram à cara dos outros alarvidades - porque não são outra coisa que não isto - apenas porque se sentem no direito de fazê-lo. Amiga, tu não és directa nem honesta. Tu és malcriada. Capisce?

O meu marido é um grande adepto da estratégia "don't ask, don't tell". Os outros têm problemas, claro, como toda a gente, mas isso não significa que valha a pena aprofundar esses temas. Na perspectiva dele, podemos estar com este ou aquele, saber que atrás deles se senta confortavelmente um grande elefante, e vai daí ignoramo-lo olimpicamente. Ora, comigo esta estratégia funciona muito mal. Eles falam e eu só oiço o elefante a pedir moedas para tocar o sino, a abanar a tromba tentando chamar a minha atenção e até o tratador me grita da cerca "Ei, vais dar cinco cêntimos ao elefante ou vais ficar aí especada a olhar para nós? A sineta não se toca sozinha!!".

Como é óbvio que não consigo evitar. Existe, na minha maneira de ver as coisas, duas maneiras de abordar os problemas (não sei se já perceberam a minha tendência para os binómios, a começar no branco/preto e a terminar no certo/errado, sem direito a áreas cinzentas): podemos estar para os outros a 100% ou não vale a pena estarmos para eles de todo. Sim, sou muito exigente com os outros, muito mais comigo e conto com este tipo de respeito por parte de quem me rodeia. Se vejo um amigo meu sucessivamente a cometer o mesmo erro, não vou deixá-lo coabitar com um paquiderme num T1. Vou dizer-lhe alguma coisa. E com isto não quer dizer que seja intransigente ou que lhe vá dar uma lição de moral, mas sinto que devo estar presente, disponível se precisar de mim e se isso envolver ajudar a abrir os olhos, melhor. Ignorar para mim não é solução.

Como já me aconteceu recentemente com um amigo que decidiu começar a cortar atalhos naquilo que sempre foi o seu sonho de vida, eu comentei que não concordava. Achei e continuo achar que ele podia fazer mais, que merecia melhor. E se para abrir os olhos necessitava de alguém que lho dissesse cara a cara, esse alguém sou eu. E agora que penso nisso, quero acreditar que ele também sabia que não estava a agir correctamente, caso contrário não teria abordado o tema na minha presença. Não contem comigo "para aceitar o que os outros têm para me dar"; se os outros podem e devem fazer melhor, é para mim um sinal de respeito e de amor para com aquela pessoa participar um pouco mais do que simplesmente deixá-la a navegar à deriva. Claro que, como aconteceu recentemente, vi pessoas afastarem-se de mim não porque não me valorizavam - como inicialmente pensei - mas porque preferiam continuar em negação. Também não vou correr atrás, cada um tem o seu caminho. Pena que este, agora, seja para estas mesmas pessoas um beco sem saída.

Now you wish I could have told you so...

Nunca me esqueço de uma situação de trabalho desagradável que vivi recentemente. Uma clara falta de respeito em relação a mim e a outras colegas que éramos presenteadas com um tratamento completamente distinto de outras pessoas que naquele local gozavam de um full time e de um contrato. Nós aparecíamos lá apenas para tapar buracos e éramos pagas em trocos, sendo, como tal, tratadas como "visitas incómodas". Uma amiga disse-me "Mas tu admites isso?" e na altura pensei "Mas que raio tem ela a ver com aquilo que eu admito ou não? É a minha vida!". A verdade é que, se não tivesse havido essa chamada de atenção, provavelmente ainda estaria numa situação decadente e desrespeitosa com a qual nada me identificava a qual, certamente, não admitia mas que ainda não me tinha apercebido o quanto me incomodava. 

Por isso, obrigada Veggie Police, por seres o gatilho na minha vida em tantas decisões que me obrigam a exigir mais de mim, a seres exigente quando eu me esqueço de o ser, ajudando-me - muitas vezes sem saberes como - a ser uma pessoa melhor. Eu prometo que um dia largo o queijo, mas até lá tem paciência para as minhas idiossincrasias. Entretanto espero que gostes deste húmus cor de rosa. Eu sei que não és fã de beterraba, mas sabes como é... às vezes nem nós sabemos o que é o melhor para nós! ;)



Húmus de beterraba assada

receita adaptada do blogue Minimalist Baker

1 beterraba pequena assada 
1 1/2 cup de grão de bico cozido
raspa de um limão grande
sumo de meio limão grande
2 alhos
1 colher de chá de tahini
1/4 cup de azeite
coentros
1 pitada de sal marinho
pimenta de caiena qb
cominhos moídos qb
paprika fumada qb

Começar por preparar o grão de bico e a beterraba. Demolhar o grão durante 48h com uma folha de alga kombu, trocando a água pelo menos duas vezes ao dia. Cozer na panela de pressão por 45m. Em alternativa pode ser utilizado grão de bico de lata/frasco desde que devidamente lavado para escorrer o excesso de sódio. Envolver a beterraba em folha de alumínio e assar a 180º cerca de 45m ou até que esteja mole. Descascar quando tiver arrefecido completamente.
Num robot de cozinha colocar o grão de bico, a beterraba em pedaços, o alho, o sumo de limão e a sua raspa, os temperos, os coentros e o tahini. Bater bem e acrescentar o azeite em fio. Se ficar muito grosso o húmus, acrescentar um pouco de água. Servir com pão, palitos de cenoura ou de pepino.




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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Hoje não há receita (2).




Quando há pouca coisa de interessante a acontecer na minha vida, também acabo por desleixar um pouco o blogue. Ao fim e ao cabo, vou escrever sobre o quê? Sobre comida?! Blasfémias! Assim isto tornava-se noutro blogue de culinária e ninguém aqui quer isso, pois não?

Podia continuar a queixar-me da diabetes do gato, mas aí já iam pensar que sou patrocinada pela APDP e que me pagavam em testes de glicémia. Podia continuar a queixar-me da never ending story da minha tese, mas também ninguém já tem paciência para isso - especialmente eu! Em alternativa podia manter-vos a par da minha otite, mas duvido que estejam interessados em infecções e inflamações do canal auditivo. A não ser que peçam com muito jeitinho, aí posso fazer o esforço de vos narrar como tem sido difícil dormir à noite com dores de ouvidos. 

Como tenho passado 99% do meu tempo em casa ocupando-o de maneiras super produtivas - ave Candy Crush! -  e não tenho ido correr visto que a energia não me chega para tudo e eu sem dormir transformo-me num bicho birrento, acumulo as minhas horas a rever uma série de situações do meu passado que me irritam. O ponto alto é conseguir conciliar o mau humor com o estilhaçar de doces virtuais em linha, compondo-se assim um dois em um do top 10 das minhas atividades estivais. O resultado imediato deste meu super poder passa por enervar-me ainda mais quando dou por mim a reviver momentos em que me escapou ter dado "aquela" resposta ou quando me precipitei e falei demais. Adivinhem qual destas situações aconteceu mais vezes?... Pois!! Tenho de começar a praticar uma escuta activa ou, como diziam os antigos, a manter a matraca fechada.

Para alimentar esta nuvem de boas energias estive quase a desenhar o rascunho de uma lista de coisas que me irritam para explorar num post aqui no blogue, com ou sem receita. Começava nas pessoas que dizem "sinósite" em vez de "sinusite" e acabava naquelas que andam de chinelos no verão com os pés por arranjar. Por vezes estas faculdades sobrepõem-se no mesmo indivíduo e é ver-me encetar um revirar dos olhos épico, órbitas quase coladas à parte de trás da nuca ao virar dos 180 graus. Um movimento de rotação perfeito que só rivaliza com aqueles momentos em que me deparo com gente na rua que ziguezagueia em passo lento. Se algum dia dia lerem no jornal "Louca atira transeunte com problemas de equilíbrio para debaixo das rodas do 728", fiquem a saber que finalmente começaram a escrever sobre mim. 

Acho que a única coisa que realmente se aproveita deste verão - sem contar com os casamentos com bar aberto a que fui - foi o facto do meu marido ter deixado de fumar. Fê-lo gradualmente e a seu tempo, sem recurso a medicação ou substitutos. Gosto de pensar que tive uma influência determinante nesta decisão, visto que há 12 anos o chateava para deixar de fumar. Nas relações longas e duradouras há que semear as boas intenções e regá-las regularmente com ameaças, relatórios sobre doenças oncológicas no histórico familiar e planos do que planeamos fazer com as heranças e  com os anos de vida que nos sobram quando nos tornamos viúvas ainda jovens. Agora finalmente acabaram as bombas para a asma ao fim do dia, os broncoespasmos e os conselhos de quem não vive com isto "ah e tal tem de ser ele a querer, não se pode pressionar". Não se pode pressionar é o c#&%$@! Vão vocês com ele ao hospital para receber oxigénio de uma máquina aos 20 anos e depois dêem-me sermões conjugais.

Ufa!! Pronto, já passou... Estamos quase no Outono! :))



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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Doenças de verão e um bolo com bónus.


Nem acredito que estamos já no fim de Agosto! Este ano, este verão, estes últimos meses e semanas passaram mesmo a correr entre uma despedida de solteira, dois casamentos, o nascimento do meu segundo sobrinho, muitos mergulhos na piscina, mariscadas à beira-mar e imprevistos vários. Por exemplo, o meu gato que se supunha já não precisar de insulina pregou-nos um susto em vésperas de um fim de semana fora e obrigou-nos a reformular toda a rotina do seu tratamento. Juro que se fosse ele, depois de tantas vezes picado e medido, já me tinha mudado para o apartamento ao lado sem mais explicações. Voltámos a acordar às 7 da manhã, de olhos semiabertos, para lhe medir a glicémia e injectar-lhe insulina. As férias, que já de si seriam inexistentes este verão, tornam-se ainda mais distantes num futuro próximo. Haja paciência, muita paciência para esta diabetes felina, para o receio das hipoglicémias, para noites dormidas às prestações.

Quando voltarem a perguntar-me porque não tenho filhos - aquela questão que toda a gente faz, independentemente do grau de confiança que tem comigo porque me vê casada, com 33 anos e se sente no direito de me espremer os ovários - eu começo a perguntar porque não têm gatos diabéticos. É que pelas minhas contas o trabalho é mais ou menos o mesmo: não se dorme grande coisa, as refeições são a horas certas e o compromisso de ficar com ele em casa o máximo de tempo possível é a regra, não a excepção. Mas foram boas enquanto duraram aquelas duas semanas em que o Che não precisou deste tipo de cuidados. 

Esperem, não se vão já embora! Ainda tenho mais do que me queixar!!

Como sou uma rica esposa, decidi ficar por casa para que o meu marido pudesse usufruir de uns dias de férias no Algarve com os amigos. Eu na tese, ele na praia. Dias antes de ele partir para sul, a minha garganta decidiu minar os planos de trabalho traçados e, tal como um terrível aviso de tempestade que se aproxima ao longe, pouco tempo depois abateu-se sobre mim toda uma nuvem de espirros, muco e tosse. Combati com anti-inflamatórios vários, mas o bicho veio para ficar, baixou em mim e deu-me a sensação de mergulhar uma semana debaixo de água, eu que este ano mal molhei o pezinho no mar. Curiosamente, essa semana foi aquela que tinha destinado para ser passada 100% dedicada à escrita, mas que se converteu em várias horas na cama a sentir pena de mim própria, rodeada de gatos imunes à minha constipação e lenços de papel. Eu até gostava de encontrar uma explicação útil para isto no campo da psicossomática, mas sei que a culpa é do ar condicionado que ficou ligado tempo demais. Patético, simplesmente patético. 

OK, vamos então à receita? Esta estava aqui guardada nos arquivos há algum tempo. Para os meus haters, vem com bónus: tem um erro. Quem encontrar que se acuse. Assim também posso reactualizar a lista dos que me odeiam quase tanto como eu agora. 



Bolo de Limão, Aveia e Sementes de Papoila

receita adaptada do blogue Ananás e Hortelã

1 cup de açúcar amarelo
raspa de 2 limões grandes 
3 ovos biológicos
100ml de azeite 
1/4 cup de água quente
2 colheres de chá de fermento em pó
180g de farinha de trigo
70g de farinha de trigo integral
75g de farinha de aveia
4 colheres de chá de sementes de papoila


Ligar o forno nos 180ºC e forrar uma forma rectangular (não muito grande) com papel vegetal. 
Colocar a raspa dos limões na taça da batedeira e juntar o açúcar. Adicionar os ovos e bater cerca de 5m, até conseguir uma massa volumosa. Juntar o azeite e seguidamente a água quente, batendo numa intensidade mais baixa. Adicionar gradualmente as farinhas misturadas com o fermento e as sementes de papoila, envolvendo na massa anterior. Levar ao forno cerca de 30m.


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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Sopa de beterraba à Bulhão Pato.


A Mercearia Bio convidou-me a criar uma receita com ingredientes presentes na sua loja online e não quis deixar fugir a oportunidade de vos trazer esta versão de sopa de beterraba fria. Apesar do calor que se tem feito sentir nos últimos meses e que me tira bastante o apetite, esta é uma estação rica em cores e sabores que merecem ser celebrados. Assim adaptei algumas refeições cá em casa, investi nas saladas fartas com cereais e leguminosas (que alface e tomate não puxam carroça...) e nas sopas frias. E como tudo fica melhor com coentros, cá fica esta sopa fria "à Bulhão Pato" que podem também visitar no site da Mercearia Bio.



Sopa de beterraba e coentros

~ Ingredientes ~

receita adaptada de Bimby Vegetariana

1/2 cebola
1 dente de alho
azeite
1 curgete pequena
1 beterraba
2 cenouras
sal e pimenta preta qb
sumo de limão
coentros

Refogar a cebola e o alho no azeite. Juntar a curgete (com casca), a beterraba e as cenouras. Cozer em água quente por 25m, adicionar os temperos, o limão e os coentros e triturar. Deixar arrefecer totalmente e servir fria.


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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Verão!


Esta época traz o que de melhor a terra nos oferece. Os pratos enchem-se até acima de cor e sabor. A qualquer hora do dia apetece uma fruta fresca e o seu odor percorre a casa, convidando-nos a provar ameixas, nectarinas e meloas maduras até ficarmos de barriga cheia. As saladas são generosas, com tantos ingredientes que nos esquecemos de os contar: beldroegas, alface, espinafres, tomate, pepino, beterraba, aipo... As sopas comem-se frias, as sobremesas são leves e os lanches compõem-se de sumos ou gelados de banana e morango salpicados com sésamo. De tudo o que o verão nos traz - a sandália no pé, os raios do sol a bater nas costas ao fim da tarde, a pele bronzeada, os vestidos leves, o cheiro a maresia... -, sem dúvida que a comida ocupa um lugar de destaque e deixa saudades para o resto do ano.

No entanto, e por mais que tente evitar, há aquelas alturas em que inevitavelmente me apetece algo mais reconfortante e lá vou eu ligar o forno. Embora esteja a guardar o meu plafond da electricidade para os consumos do ar condicionado, há aquelas receitas irresistíveis que não podemos deixar para mais tarde, até porque o que valoriza esta tarte são precisamente os legumes coloridos de verão. E por 20 minutos no forno, acho que fiz muito bem em roubar esta receita à Maria João...



Tarte de chèvre e legumes

~ Ingredientes ~

receita adaptada do blogue Ponto de Rebuçado

1 embalagem de massa folhada retangular 
1 cebola
1 curgete
1 beringela
1 tomate
1 chèvre
azeitonas pretas
sal e pimenta qb
sementes de sésamo
azeite

Ligar o forno nos 180º. Com a ajuda de uma mandolina, cortar todos os legumes em fatias finas, excepto o tomate. Cortar também o chèvre em rodelas e desencaroçar as azeitonas, partindo-as em pedaços pequenos. Estender a massa sobre papel vegetal num tabuleiro de ir ao forno  Com uma faca, marcar uma moldura nas margens ao redor, sem cortar até ao final. Picar o centro da massa com um garfo. Colocar os legumes intercalados por cima da massa folhada, regar com um fio de azeite, temperar com sal e pimenta e salpicar com sementes de sésamo recheio. Levar ao forno cerca de 20m ou até que esteja dourada. 






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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Hoje não há receita (1).


Como ainda não consegui perceber bem o que procuram as pessoas que por aqui passam e como também nem sempre me apetece escrever sobre comida, porque eu sou mais do que isso e é exactamente o que pretendo transmitir, decidi tomar esta decisão de nem sempre publicar uma receita com o meu texto. Não apenas porque a comida estes dias não tem sido o centro da minha vida, mas também porque experimentar receitas novas não está no topo das minhas prioridades, em parte porque tenho pouco apetite devido ao calor, mas também porque diversos compromissos me têm afastado da cozinha e de uma culinária a que estava habituada, tendo como consequência inevitável algumas dores de barriga incómodas... Mas digamos que a principal razão pela qual "Hoje não há receita" passará a ser uma rubrica constante neste espaço é porque me apetece. 

Tenho tido umas semanas atípicas que me obrigam a apontar as minhas obrigações numa agenda e a segui-la ao pormenor. A fazer as compras pela app do Continente enquanto me desloco no 728 para Belém, e depois a perceber que o que mais precisava está esgotado. A comer gelados depois das onze da noite porque estive alguns dias a trabalhar num festival de arte que apenas me deixava abandonar as minhas funções a estas horas inglórias. A dormir três horas, seguidas de uma pausa de cinco minutos em que abria a pestana o mais que conseguia enquanto injectava o meu gato com insulina às 7h30 da manhã. A ler uma etnografia que se confunde com jornalismo de investigação de qualidade mil vezes superior à que me encontro a escrever, na ténue esperança que me inspire a ser melhor antropóloga. Ou antropóloga, ponto. A organizar uma despedida de solteira numa lógica completamente oposta a tudo o que eu sou, a tentar imprimir algum nexo a quem se está nas tintas para quem tem mais o que fazer do que enviar mensagens diariamente perguntando "leste o email?". A tentar acalmar os corações de quem sofre porque existem outros que se esquecem que há mais no mundo, muito mais, do que o seu próprio umbigo, mas claramente a falhar o objectivo porque também o meu coração está magoado e prefere juntar-se aos lamentos a prosseguir com cautela. Sempre, em toda a minha vida, fui castigada pelo adágio "pela boca morre o peixe". Às vezes o peixe deste milénio morre também pelas teclas, mas que culpa tenho eu que toda a gente ache que o que acontece no mundo tem a ver consigo?! Mas para quem como eu viveu alguns meses na expectativa de ter uma despedida de solteira e acabou sem madrinha e sem despedida, estico-me para todos os lados se possível for para evitar que outras passem pelo mesmo. As conversas sérias virão depois, ou de todo, que a distância também se constrói e nem toda vale a pena palmilhar de volta.

Mas estas semanas também têm servido para aguardar a chegada do meu segundo sobrinho que nasce daqui a pouco numa cesariana pré-agendada para evitar complicações. E nas poucas horas que passo em casa divirto-me a derreter com este calor insuportável, raios parta o calor e as férias que não vou ter!! Acho que este ano os meus pés não vão provar água salgada, por isso amaldiçoo o verão de todos vós! Que chova, muito, de preferência! 

Porra, lá se vão mais 30 seguidores. 


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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Sopa fria para dias quentes.


Aiiiii este calor mata-me. Pedaço a pedaço arranca-me a alma. Nesta altura do ano troco as sopas pelas saladas para manter a quantidade de legumes ingeridos nos píncaros a que estou habituada sem suar em bica enquanto me alimento. Por norma quando como fria no verão opto sempre pelo gaspacho, especialmente o do Pingo Doce que adoro. Nunca consegui fazer nenhum tão bom e gosto da ausência de conservantes e outras merdas que a informação nutricional destes pacotes revela. Desta vez quis experimentar uma receita de sopa fria e caseira que, ainda por cima, me ajudasse a aproveitar as ervas aromáticas da mini-horta e acertei nesta que contrasta a doçura da curgete com a frescura do pepino.

E por falar em transpirar, porventura o verbo que mais emprego nesta altura do ano... Lembro-me de uma "amiga" que certa vez me atirou, em frente a uma plateia recheada, que quando era gorda também transpirava muito. Eu na altura ouvi aquilo e senti-me tão deslocada, qual balofa prestes a rebentar como uma bóia de praia. Sempre pensei que isto de suar fosse reflexo do calor, mas pelos vistos era a gordura a chorar por estar agarrada às minhas ancas. 

Seria uma dica para perder peso? Certamente que sim. Seria necessária? Garantidamente que não. Que necessidade é esta das mulheres se lançarem contra as jugulares umas das outras, abocanhando com prazer? Mesmo no ginásio vejo os homens ajudarem-se mutuamente e as mulheres constantemente olhando de lado umas para as outras. "Olha-me aquela, deve pensar que lá porque levanta metade do seu peso com as pernas, vai perder aquela celulite toda." ou o clássico "O que está aquela gorda a fazer no ginásio?" A sério? Então uma pessoa a fazer por se mexer, sentindo-se melhor por cumprir com os objectivos a que se propôs, deve ser vítima gratuita de bullying por parte de uma mão cheia de desconhecidas em licra?! 

Não há paciência, minhas amigas. Façam lá as pazes com os vossos corpos, deixem-se de merdas como o gaspacho do Pingo Doce e, já que não conseguem ser felizes, não atrapalhem o percurso das outras. Mandar os outros abaixo nunca levantou ninguém. 



Sopa fria de pepino e curgete

~ Ingredientes ~

receita adaptada do site Vaqueiro

azeite
2 curgetes médias
1 alho francês
1 cebola pequena
1/2 pepino médio
1 dente de alho fresco
hortelã-limão
manjericão-limão
sal e pimenta


Refogar o alho francês com a cebola até esta ficar translúcida. Juntar os restantes legumes (excepto o pepino), saltear uns minutos para que apurem e adicionar a água quente. Deixar cozinhar cerca de 25 minutos até que estejam tenros. Temperar com sal e pimenta. Deixar arrefecer totalmente, adicionar o pepino e as ervas aromáticas nas quantidades desejadas. Passar tudo com a varinha mágica, levar ao frigorífico e servir a sopa fresca.



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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Arbeit macht frei.


Nesta fase da vida em que me encontro actualmente e em que de certa maneira optei por não trabalhar, trabalho não me falta. Entre "empregos" mal pagos, precários, desvalorizantes, desmotivantes e desgastantes para os quais o mercado nos empurra, em que um bom currículo vale tanto como um rolo da Renova, em que nos oferecem uns trocos para investirmos nos projectos de terceiros e se não aceitarmos "deves pensar que és muita boa, não precisas de trabalhar é o que é"... Em que o valor do trabalho, a dedicação e o esforço raramente são recompensados, em que a moeda de troca são promessas vazias e a certeza de que há sempre alguém lá fora que não tem possibilidade de recusar propostas humilhantes... Em que as pessoas com quem me cruzo que gozam de alguma "estabilidade" são as mais desprovidas de vida própria, de uma falta de auto-estima radical manipulada para alimentar os sonhos dos outros, que carregam em si projectos continuamente adiados e um rol de dívidas... Em que se assume que é normal, numa entrevista de trabalho, atirar com um "só faço contrato ao fim de seis meses, ou precisa mesmo?", "mas você não tem contas para pagar?", "eu só conto com pessoas a 100%"... Há sempre resposta para estas questões: "sim, preciso mesmo e isso é ilegal: já ouviu falar em período experimental?", "sim, tenho contas para pagar, mas o que me oferece não chega nem para o bilhete de volta a casa", "então se quer pessoas a 100%, porque paga apenas 20% do que elas merecem?". 

Cansei-me. Ao contrário de tanta gente que eu gostaria que pudesse fazer o mesmo, prefiro investir em mim, valorizar-me a mim, escolho-me a mim. E isso implicou investir na minha família quando ela precisou, na minha tese que é o degrau de uma escada que passou por entrar na faculdade com média de 18, acabar a faculdade com direito a uma bolsa de mérito, a um mestrado em Cambridge e a uma pós-graduação em horário pós-laboral enquanto fazia investigação para o doutoramento em full time. Lá porque o mercado não reconhece e se aproveita da fragilidade em que este país se encontra, não quer dizer que eu tenha feito todo este investimento em vão. Já questionei tantas vezes as minhas escolhas, já me desviei do meu caminho tantas vezes, já duvidei tanto de mim. Mas não vou deixar que mais ninguém alimente este monstro: nem os sonhos dos outros, nem as minhas incertezas. É pôr um ponto final nas hesitações e dar o passo em frente, subir o último degrau para do topo poder, finalmente, ter uma visão do que o futuro me pode reservar.

Mas precisei de ajuda. Preciso sempre de construir as minhas próprias bases, os meus alicerces e de os edificar com cuidado para que não se desmoronem e se tornem inquebráveis. Afastar-me do que e de quem não me valoriza, cortar com dependências, perceber que é caminhando, um pé em frente ao outro, que chego lá. Que mesmo não vendo o final, não devo perder a esperança. É educar a mente e o corpo para que eles respondam como quero e quando quero. 

Partilho convosco três dos meus maiores aliados nestes longos dias sozinha em que me sento em frente ao computador, escavando por entre as minhas dúvidas, na companhia de três gatos, procurando trazer ao mundo algo que ainda não existe, evitando comparar-me com terceiros mas apenas com a pessoa que era ontem. 

Meditação. Tive a sorte de encontrar um site chamado Headspace da autoria de Andy Puddicombe (Inês, o nosso guru!), especialista em mindfulness, um conceito na moda que merece a nossa atenção. A prática diária da meditação ajuda-me a estar mais presente, atenta, a aceitar, a abdicar do controlo e a cortar os nós em que às vezes a minha mente se enrola. E quando conseguir meditar sem me deixar afectar por uma gata a caçar moscas à minha volta, então ascenderei finalmente ao nirvana.

Exercício físico. No ano passado comecei a correr e só isso merece um post que ando a adiar há algum tempo. Durante anos nunca gostei de fazer exercício, nunca encontrei nenhum com que me identificasse e cedo desistia. Ainda hoje não aprecio ginásios e o seu ambiente estéril e simultaneamente demasiado populado. O culto do corpo, as imagens reflectidas nos espelhos, o mito de Narciso... Correr, alcançar objetivos por metas, sair de casa por uma hora para respirar o ar puro e encontrar toda uma comunidade que se mantém fiel a este compromisso, sincronizar pernas com mente... Não há nada melhor e mudou radicalmente a minha vida! Para além de correr, gosto muito dos exercícios da Sophie Gray que podem encontrar no site Way of Gray. Recomendo vivamente, são fáceis, não nos tiram mais do que 30-45m por dia e altamente eficazes. Nos dias a seguir aos treinos ando sempre dorida e tenho visto nascer em mim músculos que nem sabia que existiam. Além disso o pack inicial é baratíssimo e vem com uma série de receitas vegan, por isso digam que vão da minha parte. Nota: não há qualquer parceria ou desconto, era só uma opinião sincera acompanhada de uma piada inocente.

Ler. Ler, ler muito, ler todos os dias obras diferentes, ler em português, em inglês, dois livros ao mesmo tempo. Estar a meio de uma obra e já a pensar no que vou ler a seguir. Alimentar a parte criativa do meu cérebro que me permite viajar nestes dias em que passo tantas horas sem descruzar as pernas em frente à secretária. 

Comer também é bom, cozinhar ainda melhor, encher o caderno de receitas a experimentar, procurar ingredientes novos e usá-los em receitas como esta, então é capaz de ser a cereja no topo do bolo que ando a construir, camada a camada. 


Mousse de morango e mirtilo


receita adaptada do livro Nem acredito que é saudável, p. 140

200g morangos
200g de mirtilos
3 colheres de sopa de geleia de arroz
2 colheres de chá de flocos de ágar-ágar
200g de tofu suave

Lavar e arranjar os morangos, bem como os mirtilos. Colocá-los num tacho pequenino com a geleia de arroz e reduzir em lume baixo até que a fruta se desfaça. Adicionar os flocos de ágar-ágar mexendo bem mais uns minutos. Seguidamente colocar esta mistura num robot de cozinha com o tofu. Misturar bem e depois colocar em três pequenos ramequins. Levar ao frigorífico até que fiquem bem firmes.


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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Mais e melhor.



Hoje vou aproveitar para celebrar como é entusiasmante o mercado da comida em Portugal nos dias que correm. Refiro-me à proliferação de blogues de culinária, workshops, livros, restaurantes novos, supermercados biológicos e interesse em abraçar novos estilos de vida. Já não precisamos de encomendar na Amazon a última obra do Jamie Oliver ou da Nigella. Não só os chefs não se reduzem às mesmas caras de sempre, como abundam e surgem em cada esquina, além de que muitos deles já não são importados, são produto nacional. E embora haja sempre aquela necessidade de separar o trigo do joio, como em tudo na vida, tenho tido a sorte de poder adquirir alguns dos últimos livros de culinária que têm surgido nos escaparates nacionais. Já por aqui publiquei uma das minhas receitas da Marta Horta Varatojo - a sopa de miso - , mas também a original granola de lentilhas da Sara e a panna cotta de côco da Miss Vite.
Hoje, tal como tem acontecido recentemente, irei publicar uma receita retirada e adaptada de uma  obra recentemente editada e cuja autora, a Gabriela Oliveira, também é portuguesa e de cujas receitas sou fã, como podem confirmar por estes muffins de alfarroba. Espero que as receitas que publico baseadas nestes livros vos ajude a conhecer um pouco melhor o que selecciono como material de qualidade. 



Hambúrgueres de aveia e beringela

receita adaptada do livro Cozinha Vegetariana para Bebés e Crianças de Gabriela Oliveira, p. 139

1 cup de flocos de aveia integrais
1 cebola
2 dentes de alho
1 beringela pequena
4 tiras de pimento verde
1 tomate pequeno maduro
1 c. café de pimentão doce
1 c. café de açafrão das índias
1 c. café de sementes de coentros moídos
1 c. café de tomilho seco
sal e pimenta preta qb
2 colheres de sopa de cenoura ralada
1 c. sopa de linhaça moída
1 colher de sopa de levedura de cerveja
salsa picada
azeite

Demolhar a aveia com o dobro de água a ferver. Deixar repousar enquanto se preparam os outros ingredientes. Picar a cebola e o alho. Cortar em cubos a beringela, o pimento e o tomate. Refogar os primeiros no azeite e, quando  estiverem dourados, adicionar a beringela, o pimento e o tomate. Temperar e adicionar a aveia demolhada, bem como a cenoura ralada. Envolver bem e cozinhar cerca de 5m. Desligar o lume e misturar a linhaça, a levedura e a salsa. Triturar com a varinha mágica, formar hambúrgueres e levar a fritar num fio de azeite, virando dos dois lados para que fique bem cozinhado.


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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Super Abelha!!


Quanto a vocês não sei, mas o calor dá cabo de mim. Se tivesse de identificar o meu inimigo número um, a minha némesis, a minha kriptonite, provavelmente apontava as temperaturas elevadas como  as grandes responsáveis. Também não gosto de abelhas porque suspeito que seja alérgica visto que uma vez tive uma reacção curiosa a uma picada. Porém, para confirmar a teoria, julgo que teria de ser mordida novamente, mas não vou dispor o meu corpo a isso em nome da ciência. Terás de esperar mais uns anos, Instituto de Medicina Legal! Basicamente o que aconteceu foi o seguinte: o dedo picado pelo bicho inchou, inchou-me a mão e quando o volume do braço já estava a começar a aumentar também, a minha madrasta enfiou-me um anti-inflamatório pela goela abaixo, porque ela é uma mulher que tudo cura com ibuprofeno. Na altura funcionou e a situação melhorou: parou o inchaço e este foi retrocedendo até desaparecer passados poucos dias. O pior aconteceu dois meses mais tarde: o dedo voltou a inchar do nada e aí eu comecei a ver a coisa mal parada. Pensei, "Que raio se passa comigo? Será psicossomático? Será sinal de algo mais grave? Mas isto já não tinha ficado curado?! A minha lápide vai dizer: Morte por insecto?!"

Fui ao médico que me recomendou anti-alérgicos durante algum tempo e, o melhor, Guronsan durante um mês para limpar o organismo. Segundo a sua opinião clínica, provavelmente a abelha mordeu-me num tendão e, sendo um tecido fibroso, o veneno espalhava-se lentamente. Não faço ideia se esta descrição se aproxima de alguma verdade científica, mas a verdade é que novamente resultou, tanto o ibuprofeno familiar, como a terapêutica receitada pelo médico. O dedo lá desinchou e eu deixei de ser meio mulher-meio apídeo. Apesar de na altura não ter achado grande graça, hoje pensando bem posso dizer que por um curtíssimo período da minha vida ascendi à categoria de super-heroína. O tom amarelado de pele mantive-o e o meu super-poder - o sarcasmo - também. Deixo-vos uma fotografia minha desses tempos gloriosos:


Esta foi uma das várias desgraças que me ocorreram no decorrer de apenas trinta e três anos de vida e que incluem: uma intoxicação por monóxido de carbono, um exuberante acidente de carro e aquela vez em que fui projectada de um carrossel na Feira Popular que depois caiu em cima de mim. Infelizmente, houve outros episódios dignos de uma tragicomédia, mas fiquem só com os piores para terem pena de mim.

Ah sim, voltemos ao calor. Não podem deixar que me disperse desta maneira... Dizia eu que odeio o calor e odeio as abelhas. Então quando um começa, o outro vem atrás que é só mesmo para me relembrar como esta vida é frágil e injusta. Começam a elevar-se as temperaturas e eu fico irritadiça (ainda mais do que o habitual), cheia de sono (ainda mais do que o habitual), perco o apetite (isso é mesmo só no verão) e só me apetecem alimentos frescos. Assim a minha estratégia passa por, ao preparar as minhas refeições ao domingo com antecedência para não andar a semana toda a correr atrás do prejuízo (aka comer porcarias) deixar cereais integrais cozidos, leguminosas de molho e depois cozidas também num tupperware, legumes lavados e arranjados para a salada, condimentos como vinagretes e maioneses para ir variando, fruta arranjada e sobremesas fresquinhas. Assim no próprio dia misturo o que me apetece e sai sempre uma refeição diferente. Desta vez andei à procura de receitas com o tofu sedoso que depois utilizei noutra receita (a qual brevemente aparecerá por aqui também) e saiu esta salada de caril.

O que é que isto tem a ver com abelhas, perguntam vocês?

Nada.



Maionese de tofu e caril

receita adaptada de Presunto Vegetariano

200g de tofu suave
1 colher de sopa de caril (fiz uma versão parecida com este da Patrícia)
sumo de 1 limão
1 pitada de sal
1 colher de chá de mostarda
1 colher de sopa de azeite

Começar por preparar a maionese de tofu e caril, a qual pode ser guardada no frigorífico durante alguns dias sem estragar dentro de um frasco. Na liquidificadora bater todos os ingredientes, ajustando os condimentos a gosto.

Salada 


1 cup de grão de bico cozido
100g de rebentos de feijão mungo lavados e escorridos
100g de feijão verde cozido
100g de brócolos cozidos
1 colher de sopa de sementes de girassol
1 tomate cortado às rodelas

Demolhar o grão de bico depois de bem lavado durante 48h com uma folha de algo kombu de maneira a ajudar à digestão da leguminosa, trocando a água algumas vezes. Cozer em panela de pressão por 40m juntamente com a alga. Escorrer, deitar a alga fora e reservar. 
Cozer o feijão verde arranjado e cortado em pedaços. Cozer os brócolos e reservar. Convém que os legumes fiquem "al dente". Cortar o tomate, misturar com os outros ingredientes depois de arrefecidos, os rebentos e salpicar com as sementes de girassol. Servir com a maionese de caril.




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